Marilyn


postado em por mallu


Já devo ter feito um post sobre  ela. Posso não ter redigido e publicado mas, tenho plena ciência que ela é senhora de um grande terreno dentro de mim.

E ontem eis que estreia o filme no cinema aqui da frente de casa.

Chegada de viagem, curei o cansaço com uns goles de mate e segui para a sessão das 17h20. Lotada. O único lugar que sobrou era na fileira G no horário das 19h20. Eu  já tinha chegado cedo, para não ter perigo de ficar sem ingresso. Mal passava do almoço e lá estava eu, vagando na livraria por horas e horas, de tão decida que estava de que aquela noite eu veria o tão aguardado filme.

Três horas numa livraria, pra mim, não é muita coisa , muito menos tempo demais. Aproveitei. Li trechos, aceitei sugestões, sentei no chão e lí até ficar com dor de cabeça.

Quase na hora, levantei já salivando pela incrível pipoca de cinema. Segui, levei um pacote grande de novas informações em livro e CD e, com a outra mão, comprei a pipoca e renovei o estoque de chicletes.

No ingresso, vinha escrito “meia-entrada”. Argumentei com a atendente, me oferecendo para pagar a inteira, não sou estudante nem novinha demais, nem nada. Mas acho que ela ficou meio com pena dessa moça sozinha num domingo a noite, de alpargatas, roupas largas, sem seios ou hormônios nos olhos. Sorriu carinhosa – bobagem – falou baixinho.

Sentei ansiosa e mastiguei um pacote todo de chicletes com medo de atacar a pipoca. Odeio quando começa o filme e eu já acabei com as maravilhosas bolinhas crocantes de milho, sal e oleozinho, em formato de nuvem.

Os casais se beijavam e, por sorte, a pessoa na poltrona ao meu lado faltou, o que me possibilitou cruzar as pernas como índio, sem sapatos. O filme começou.

 

Chorei nas tantas vezes que senti o sofrimento daquela figura humana tão inatingível e surreal. Por alguma razão, o filme me levou a crer que a intensidade de Marilyn Monroe é fruto de um viver absurdamente atirada. Como se sua infelicidade tão profunda fosse irmã do sentimento de inadequação e filha da incessante busca por ser amada, já que carregava o vazio de ter lhe faltado um colo de mãe o costas de pai.

E eu que me sentia vulcânica, passei a me considerar até que equilibrada.

 

33 Comentários



  1. @nataliiabarreto

    mesmo que fosse um filme ruim, eu assistiria só por uma experiência narrada dessa forma.. rs. Agora vou dar um pulo na livraria antes de ir pra escola, só pra ter paz e uma experiência assim..

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  2. Kamila

    Mallu, uma coisa que sempre me chama a atenção em artistas como Marilyn Monroe, Maysa, Audrey Hepburn, que eram, por exemplo, pessoas muito dedicadas à arte que decidiram abraçar, é justamente o fato de que a necessidade básica e constante delas, uma busca quase que comum, era a vontade delas de amar e de serem amadas.

    Marilyn, eu acho que pagou um preço muito grande pela persona que a estereotipava, essa é a verdade. Ela era quase que uma caricatura e, talvez, ela tenha chegado a um ponto em que não sabia mais quem era ela mesma e quem era aquela mulher que fascinava e magnetizava tanta gente. Não assisti ainda ao filme (que não estreou nos cinemas de minha cidade), mas a impressão que eu tenho, do pouco que acompanhei de críticas, entrevistas e matérias sobre o longa, é a de que ele enfoca muito essa dualidade da Marilyn/Norma Jean e o efeito que ela tinha sobre todo mundo.

    Fora que muito me interessa ver a Michelle Williams, que sempre é muito afeita aos papeis densos do ponto de vista dramático e é uma atriz de enorme talento, na pele de alguém de tão personalidade forte. Me parece que ela se divertiu muito interpretando Marilyn! :)

    Enfim, escrevi demais! rsrsrs Espero, em breve, ter a mesma chance que você e conferir esse filme.

    Um beijo!

    PS: Adoro quando você escreve sobre cinema aqui! Até porque esse é um tema que eu AMO!!! :)

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  3. Thais

    Eu queria muito ver este filme, achei a Marilyn bem parecida não físicamente falando, mas acho que a atriz conseguiu pegar a aura da Marilyn. Eu li o livro de fotografias que um fotografo fez dela a muito tempo atras.
    Vc falando do filme, só me fez aumentar a vontade de ver esse filme

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  4. Paulinha

    poxa, esse filme parece mesmo muito sentimental! *-* thanks pela dica dedicada =)
    E esse comentário da Kamila também tá muito legal! vou assistir assim que possível…

    Concordo a respeito da sensação de tempo dentro de livrarias… sempre são refúgios de agradáveis descobertas!

    Olha que coincidência, ontem também fui vítima de uma atendente carinhosa que me cobrou meia-entrada! Mas na Pinacoteca, enquanto aguardava o momento do Concerto Matinal da Sala São Paulo (:
    Será que curtir domingos solitários desperta solidariedade? Não adianta simplesmente estar com (quase) vinte anos e já ter uma tatuagem… =P

    A popica é mesmo uma iguaria singular… surge de uma explosão e desaparece totalmente se chuparmos que nem balinha…

    Segundo a reflexologia, fazer auto-massagem nos polegares, apertando-os, bloqueia uma dor de cabeça que está começando… essa eu ainda não tentei, mas outro dia estava começando a sentir dor de garganta, e apertei o dedinho – recomendado para o caso – e funcionou…

    Caramba, como sou tagarela!…

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  5. Roger is not Braga

    Estou muito ansioso para ver esse filme, Marilyn continua sendo uma das mulheres mais divas que já existiram.
    Assistir filme sozinho provoca uma angústia, não sei, não gosto, mas sempre assisto.

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  6. Bárbara Pinheiro

    Mallu, menores de 21 anos pagam meia no cinema.:) Eu sempe tenho medo de me decepcionar com estes filmes sobre grandes figuras,afinal tem que ter mesmo qualidade para ousar falar de uma figura tão interessante, que a qualquer momento pode cair na pieguisse.Agora fica a dica.

    P.S: Adora passar horas na livraria, já tenho até vergonha dos funcionários de tanto q vou.rs

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  7. Jacqueline França

    Olá Mallu!! :)
    Vou seguir sua dica de cinema e amanhã aproveitarei o feriado para conferir ” Merilyn”. Os filmes dela são tão intensos, a magia de representar ela exala na alma. Um filme contando um pouco da sua história deve ser tão surpreendente, na verdade adoro ouvir as histórias das pessoas, as vezes acabo me envolvendo, as vezes não, quase sempre, rsrsrs. Precinto que dessa vez não será diferente.
    Ah, e só uma coisinha, eu sei bem como é ler até dar dor de cabeça!!rsrsrsrsrs … É tão bom!
    É a primeira vez que comento aqui, mas é a segunda vez que leio o blog, deveras adorei!!

    Até mais!!
    Cheirô :)

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  8. Lari (@about_mallu)

    Vi este filme ontem. Achei maravilhoso. A interpretação da atriz, a vida da Marilyn, tudo lindo <3 e acredita que me lembrou você? não sei porque. Acho que por aquela maravilhosa mulher, nem mesmo ela, conseguir acreditar em sua magnitude, em sua extrema beleza; aí me lembrei de minha Mallu, tão linda, tão talentosa, que as vezes também não acredita em si mesma. Mas que agora com cabelo longo e batom vermelho se sente muito mais segura, não? Sempre existe ao seu lado apesar de toda distânica. E sempre estarei, te amo Mallu.

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  9. Paulinha

    [Não tem nada a ver - eu acho - com o post, mas li e a vozinha de dentro falou pra compartilhar, então aí vai]:

    ” Il est correct de faire confiance à que vous êtes sur la bonne voie, et de décider ensuite ce que elle ne fonctionne pas pour vous et procéder à un ajustament sûr. Tout le monde et tout est mettre sur votre chemin pour un but, même si vous ne pouvez pas voir qu’en ce moment. ”
    Les Anges – 28 Avril

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  10. Felipe Abib

    Mallu esse filme é ótimo, mostra só um trecho da vida da Marylin mas a Michelle Willians foi ótima (tanto que foi indicada ao Oscar).
    Mas o que tem me prendido MUITO a Marylin é SMASH.
    Vc deveria assistir, é uma serie sobre um grupo de teatro musical que está compondo um musical sobre a vida da Marylin, é muito emocionante, as atrizes são ótimas e cantam muito e a trama é bem dinamica tbm.
    Passa na universal chanel, tenta dar uma olhada ou baixa na net, vale a pena. ;)

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  11. Roberta

    Gostei muito do filme! Também me senti mais equilibrada(haha). Achei que a atriz foi puro drama e amor, a parte corporal casou bem com a de Marilyn… Só achei que faltou um pouco do olhar mais sapeca e provocador. Creio que não dá para se saber muito da personalidade da atriz já que o filme é baseado na visão do rapaz e, nesses casos, em um olhar apaixonado há sempre algo de defensor. Há puramente inocência, desequilíbrio e romance coisa que eu acho muito contraditória com o próprio ser humano, não creio que tenha sido somente isso no decorrer dessas filmagens . A fotografia, maquiagem… Estavam perfeitos. É um filme excelente para assistir.

    P.S. Estou vendo o novo layout agora e, para mim, está muito bom. Quem fez está de parabéns!

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  12. May

    Eu gosto da Marilyn desde criança, minha mãe tinha uma revista que falava dela e por alguns detalhes eu me encantei. Fico meio encanada de ver filmes sobre a vida de artistas que eu gosto também D: Mas logo devo assistir. Mallu, tem um filme tão lindo, acho que ia gostar, chama Jeux d’enfants. Caso não tenha assistido ainda, é muito bonitinho *=*

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  13. Daniel Nascimento

    É impressionante como um post da Mallu passa a sensação deliciosa de aproveitar as coisas simples da vida. Uma simples pipoca é a coisa mais delicada :)
    Sobre o filme, estou louco pra ver. Mas creio que nem terei a oportunidade de conferir pois não sei se os cinemas daqui (Montes Claros – MG) vão colocar em cartaz :/

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  14. Zilma

    Florzinha, que palavras mais lindas que vc escreveu, querida =D. Pareceram-me tao humanas, sensitivas, vivas…Fiquei com uma vontade gigante de ter ver e te abracar, abracar bem forte. A Marilyn para mim eh como aquelas pessoas que querem sentir tuuudo muito intensamente e acabam não conseguindo sentir nada depois de um tempo, dai buscam o sentir, muitas vezes, nas drogas e acabam se matando, pq nem assim elas conseguem sentir a vida. Talvez se elas ficassem 3 horas sentadinhas no chão de uma livraria, elas conseguissem ver e sentir a vida de um jeito simples, lindo e real =D

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  15. João

    Esse filme é muito lindo, e intenso, a atriz soube expressar da melhor forma quem foi Marilyn e conseguiu interpretar divinamente, mesmo não pareçendo tanto fisícamente. Interpretar Marilyn é difícil, mas ela conseguiu.
    Enfim, recomendo esse filme. É PERFEITO!

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  16. Aline

    Ainda estou para ver esse filme, acho que sábado vou com amigos assistir (estou em fase de persuasão). Gostei tanto de você escrevendo, os detalhes e um sentimento levemente cômico ao falar de si mesma e do programa de um domingo à noite.

    Espero ler mais você, Mallu. Enquanto isso escuto as músicas :) .

    Um beijo!

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  17. Camila Maria

    Sua postagem me deixou com uma enorme vontade de assistir a esse filme sobre a Marylin. E vc ñ cometeu nenhum crime pq menores de 21 pagam meia nos cinemas e shows! Bjos minha querida, Deus te abençoe ;*

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  18. Jade

    Pela sua descrição, ela tentou se encontrar em outras pessoas. O que não é o mais certo a se fazer. Somos falhos, muito falhos. Pessoas são dificeis, amores são dificeis e a vida é dificil. Ou nós que complicamos e insistimos em colocar a culpa no outro ? Cada um tem que achar o seu ponto de equilibrio. Mas o medo, aahh o medooo. O único lugar que ele não pode atingir é o coração , porque se ele chegar lá, ele vai querer bater sempre e acompanhado das dúvidas, da incerteza e do vazio .

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  19. Letícia Abreu Gomes (@LetiAbreuGomes)

    Eu tava bem interessada em ver esse filme (como tantos outros lançados este ano).
    Mas esse jeito Mallu de escrever, descrever e poetizar que é tão lindo, sensível e simples me deixou louca de vontade de ver.
    Parabéns Mallu por continuar, apesar do mundo/assédio continuar sendo sempre tão você, a mesma gostosura que é desde a primeira Tchubarubada.
    Sempre quando quero ficar sorrindo coloco o seu DVD!

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  20. Mariana Melo

    Também amei o filme. Acredito que o motivo de Marilyn ter sido tão carismática era exatamente esse que você mencionou – dela precisar ser amada mais do que tudo, para suprir suas várias carências, desenvolvidas em uma vida de abandono. Assim, ela seguia conquistando todos os homens que conhecia, o mundo inteiro, mas nem isso foi suficiente pra suprir a sua carência crônica. Foi absolutamente amada em vida e pós-vida e, ainda assim, absolutamente infeliz.

    Beijinhos pra você Mallu! Espero te ver de pertinho no festival aqui de BH em junho ^^

    Mariana Melo

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  21. Ynara Marson

    Tenho uma grande paixão por Norma Jean e sua Marilyn Monroe! Sua sede de amor me fascina! Lindo texto!!! Um beijo com carinho, Mallu! :)

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  22. Constanza

    Oi Mallu! Aqui uma fã de Argentina. Como é curiosa a vida! Eu começei a procurar as tuas musicas depois que uma colega de trabalho me achou bem parecida com você (si você vê alguma foto minha, vai achar que ela tava doida huahau), sei la porque, mais ela achou mesmo. Esse dia eu conheci algumas das tuas canções, e eu não só gostei delas, mais eu me senti identificada, viu? Eu estou estudando linguas, e também vejo que temos coisas em comum, ja que você tem cantado em 3 dos 4 idiomas que eu falo (sur mon coeur é tão bonita e delicada). E agora, eu entrei aqui e vi o teu post da Marilyn, da quem eu tenho livros e livros com fotos e biografias. É muito legal de ver que tem gente jovem como você e como eu (tenho 21 anos) que ainda se interessão por este tipo de coisas :) Espero que algum dia tu possas visitar-nos por aqui em Buenos Aires e dar algum showzinho!

    Beijos!

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  23. Ernivaldo rocha

    oi mallu!
    bem eu chegei nesse momento do trabalho cansado porem animado, cheguei com muita vontade de ouvr uma música boa mas acabei ligando a tv no programa shou na brasa na mtv e vc tava cantando. suas músicas sâo ótimas sua voz é muito linda fiquei muito feliz em ouvir suas musicas
    parabens

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  24. Yuna Ribeiro

    adorei esse filme!! uma legítima protagonista feminina! o filme passou para mim a ideia de uma mulher real, que enfrenta sua insegurança e que luta por sua identidade acima do que esperam/querem dela… espirituosa, linda, cheia de defeitos, sonhos e vontades. o mito não é desconstruído, mas incrementado por outras facetas

    seu texto é gostoso de ler tanto quanto suas músicas de escutar ;)

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  25. mey

    Mallu , esses dias assisti um filme q me lembrou muito você , se chama “Take this Waltz” a protagonista também é interpretada pela Michelle Williams . E me lembrou você por causa da estética do filme , as roupas , o cenário … é tudo tão bonitinho .. eu ficaria feliz se você assistisse ! http://www.youtube.com/watch?v=2DqMaYqxgjA esse é o trailer !

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  26. Rayra

    Essa fragilidade dela me tocou também… Tão grande que ela mesma criava sofrimentos, já que a carência dela não tinha fim e nem respeito por ela ou por quem a estivesse namorando. E é muito foda isso, pq aquela beleza, aquela coisa que ela passava, aquele deslumbramento… E ela com a autoestima abaixo de zero. Vai entender!

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