Comida e som


postado em por mallu


frequentemente eu me pego incomodada (eu tenho minhas frescuras…) com a trilha sonora dos restaurantes. Não quero reclamar de barriga cheia, é justamente por amar minha barriga e ser tão grata à vida por me proporcionar tantas possiblildades de prazer, é que procuro extrair o melhor de cada experiência.

O paladar é um privilégio e, sempre que dá tempo, cozinho. Meio que naturalmente substituí o hobbie do bordado pelo da gastronomia. Mas é bom ter passatempos diversificados, assim eles mantém o cheiro de novidade.

Acho que por esse novo amor que aceitei um convite para participar de um novo programa de televisão que ainda não saiu mas deve ir ao ar em breve no Discovery Home & Health, com a apresentação da chef Neka Menna Barreto.

Aprendi um monte, comi muito bem e ri de mim mesma durante a gravação e, no final, a Neka me presenteou com uma granola de sua autoria ( http://www.neka.com.br/). Acontece que, quando o Marcelo veio se despedir, ela deu um pacotinho dumas tais “Spicy Nuts”. Salivando, implorei para ele trocar comigo.

Tarde demais. Ele já agarrara o pacotinho e ria da minha cara de peixe morto.

Seria necessário um outro plano.

Cogitei o furto, elaborei o ato e pimba! assaltei as nozes no hotel ! Mesmo alérgia a pecans, selecionei feliz as outras sementes e frutos, lambendo o restinho do sal na pele dos meus dedos.

Foi meu dia de sorte.

E, dessa fusão Spicy Nuts (nozes apimentadas), com a alegre canção do Louis Jordan nasceram minhas próprias Happyness Nuts!

Recomendo cozinhar as nozes ouvindo esse som, mas comer em silêncio ou com trilha sonora sem cantor, pra não confundir os sentidos.

Pois é… de fome eu não morro.

Nem de tédio.



 



Algumas


postado em por mallu


Acho interessante como algumas músicas, assim como alguns filmes, e algumas pessoas, sacodem a gente. Como se fossemos nada além de corpos com antenas receptoras, a gente que nasce, que vive, que morre. Será que cada um sintoniza uma frequência e assim, junto a  força formada por essa teia metafísica, o mundo e a existência regem seus ventos?

Talvez por isso, e por tantos outros motivos cientificamente inventados, algumas coisas nos emocionam e outra nem tanto.

Amanhã eu vou cantar no show do Dado Villa-Lobos. É lógico que estou radiante por ter participado do disco dele e tão feliz por cantar também ao vivo. Mas sabe, a música poderia ser uma música bonita, apenas. Acontece que não se trata de uma canção chorosa, romântica, nhenhenhém, mimimi. Ela tem alguma coisa, alguma coisa que atrái, como armário semi-aberto a noite. Aquela coisa que você começa espiando, fica seduzido e, sem saber porque, quer ir até o final. Essa coisa que você escuta logo os primeiros segundo e automaticamente se transforma naquela figura que a sonoridade, nos seus mínimos e tão supremos detalhes evoca. É como se já o ruído, as primeiras notas, os timbres, a intenção, carregassem e dissessem tudo. E o indivíduo que escuta entra, instantaneamente, naquela sintonia.

Fico maravilhada como a música tem esse poder; o poder de carregar tanta informação em cada milésimo de segundo, em cada onda sonora, em cada ruído, em cada silêncio, e em cada outros métodos que desconhecemos.

Imagino quantas outras dimensões e linguagens estão alí contidas, a ponto de entendermos tudo já nos primeiros instantes do que chamamos de tempo. Quanta coisa que não se verbaliza mas, claramente está ali, colorindo e compondo uma realidade inteira, um opção de sintonia que, certas vezes, nos são sedutoras.

Sintonias que temos em nós e, por isso, nos confortamos, ou canais em que almejamos navegar, e nos sentimos atraídos pelo alívio das nossas frustrações.

Enfim… essa música que o Dado canta ( escrita por Nenung, se não me engano ) , convida para um lugar que eu gosto muito de ir. Lugar calmo, sério, forte… para ir caminhando, de botas.

DADO VILLA-LOBOS 

Show “O Passo do Colapso”

no Rio de Janeiro, Theatro Net Rio

única Apresentação – Dia 08/04, às 21h

Inteira: R$110 | Meia: R$55

clique aqui para mais info.

 

 

 

 

ô, ana!


postado em por mallu


A minha irmã Ana deveria ter um blog.

Digo isso porque ela não cansa de me surpreender com novidades que me são tão semelhantes que, além de eu estranhar eu não ter conhecido antes, fico impressionada com a precisão da Ana.

Se ela tivesse um blog eu seria sua leitora diária, para que eu descobrisse mais ainda a respeito de mim mesma. Para que eu pudesse verbalizar e reativar partes de mim que adormecem.

Talvez só mesmo ela,  composta das mesmas combinações de sangue, de gens e de fundamentos, saiba, dos jeitos mais sutis e abstratos quem eu sou.

Por isso, não há nada mais a dizer. Está tudo dito no vídeo que segue, apresentado pela Ana, no momento perfeito, na hora exata, da melhor maneira. Agora, sinto-me orgulhosa de servir a vocês esse espetáculo.